sexta-feira, julho 20, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
Bleeding Sunset
Silently you are back
Crawling slowly underneath my skin
You disturb my quietness
You refuse my tenderness
You run away, you are a mess
But you don’t even care
That you’re rising up to the glare
You’re a glimpse of my self esteem
You’re a mystery of my own scheme
Your heart’s the stage where I’ll play my scene.
Easy way to pretend
That you’re alive,
That your soul
Is a pool where I dive
To forget
The painful regret
The bleeding sunset
That makes me cry
Each time I thing about my lie.
That I’m not real
Take a look at the sky
I’m shining upon
Your restless body
Waiting for you
To be at my side
To drain the tears
I won’t hide.
The perfect solace
To my soul
To my hole
To my tragic heart,
Deeply dark
Dramatically consumed
By hate
By fate
By martyr visions
Of my lonely death.
21.04.04
Desolation
And in the last lines
Of my poetry
I write your name right next to mine
To remember the love
That joined us
Under the moonlight of our redemption.
Of a holy psalm
I read your name right next to god
To presage the death
That will divide us:
You in heaven and I in hell.
To forgive such atrocious will
If he was here
I swear I’d kill him
With the anger I keep inside my heart…
You won’t deserve it at all…
I’m doing this for our love
I’m doing this for us…
Bad dreams won’t come back
Bad dreams won’t come back
While I’m beside your sleep
While I taste the tears of your weep
While I’m the angel that keeps you safe
From the terrors of this world...
Oh this is the apocalypse of the depraved ones
I don’t want to feel this harsh reality
I don’t want to know who’s the real me
I’m not ready for such revelation
I’m not ready to sever from your affection
I’m your desolation.
23.02.04
quarta-feira, julho 04, 2007
While the stars fade away
13.11.04
Night Terrors
They feel you
They hear you
They scare you
They know you
They pursue you
They want you
They smell you
They taste you
But you don’t know who they are…
They’re here (You’re no longer alone…)
They’re here (You’re no longer alone…)
They’re here (You’re no longer alone…)
Suicide
He dies on your side
Suicide
He’s the anguish you can’t hide
And you couldn’t stop him…
And you couldn’t stop him…
No you couldn’t stop him…
Cleanse your heart
With the blood he left you
As a memory, not a tragedy
‘Cause death is a choice
Each one is able to take
Why do we have to wait someone to choose for us...?
01.01.04
domingo, junho 17, 2007
Demons die so smoothly
You can’t hate me for what I’ve been till tonight
Depressive look and a glass-stained glimpse
Of a shadowed past somewhere lost
Beyond the fear that vanishes the fog.
You can’t judge me for what I’ve been till tonight
Death whispers so low that I bet that I’m not the one
Whose shadow is lost somewhere in a long long past
Protected by the fear that rapes me in the fog.
So let you know
I’m miserable enough
To taste you slow
To make you proud
To feel you well
To show you my hell
The one I conceived
With the seeds you despised
Demons die so smoothly
And I feel you praying for a miscarried god.
Moon’s shadows left for the light
A mistress widow with a lazy heart
Head so low, I’m your butterfly…
I’m your butterfly…
I’m your butterfly…
Butterfly… your butterfly…
05.12.04
Innocence dies in the murmurs of silence
Through the haze of your sad melody
I feel the strain of your fragile fingers
And I hear the voice of a wounded thinker…
The vagrant taste of your sad melody
Revives a past in which I was the real me…
Steamy mirrors
Linking flowers blooming in your heart…
You’re a dreadful angel
With smiles of spark
This is your secrecy
This is your poetry…
Oblivion thoughts and miracles
Come alive in the gaze of your emptiness
In the loss of your madness;
You breathe creatures from the Neverlands
We’re here to last as long as we want to…
A fragile finger
A silent thinker
And visions of oblivion;
I want you to
Feel the real you
At the same time that I deny the crime
Of my revelation…
Pure innocence
Drawing traces of a final breath
Where demons rise
And virgins compromise
With creatures from the Neverlands
We’re to suffer as long as we want to…
Bleeding scars
Frightful stars
The appearance and the revelation;
You hide your face
I draw the trace
Of your desolation
I protect you from yourself
And you want me to deny
That your innocence dies…
In silence you cast away your sad melodies…
03.08.04
quinta-feira, junho 07, 2007
Esboço da Melancolia
Mergulho no pântano que esta noite está sob protecção da lua
E apodero-me da quietude que outrora fora tua.
Que silêncio este que me envolve, uma brisa serena que se faz sentir,
No ar húmido da noite, começo a existir…
Numa fuga momentânea sigo o caminho até ao subtil,
Embalado compassadamente pelo silêncio taciturno que me abraça.
Com os ecos anelantes que vagueiam, perdidos do seu mundo,
Esboço almas que aguardam impacientemente um corpo
Em que possam continuar a existir…
A brisa serena faz-se sentir, no ar húmido da noite começo a submergir.
Musas desfalecidas rodeiam o meu corpo e seguram-no sob mim,
E vejo-me, pântano de carne e de desejo, pedaço inerte fora de gravitação,
Sem ti sou tudo e contigo… contigo não sei o que serei… é aqui que me sinto,
É aqui que existo, na ópera da noite e no silêncio taciturno,
Anjo sem asas, ente nocturno.
04.09.04
terça-feira, maio 22, 2007
Corvo
O espectro reminiscente eleva-se na brisa crepuscular
Numa dança sem sentido, ritmo destroçado
Pela mágoa de se perder no nada,
Irreal falácia intemporal de ser
O que se preludia num momento fugaz de credibilidade
Só concebida aos meus olhos…
Se pelo menos conseguisse ver o que é suposto
Ou pelo menos indagar pelas formas inócuas
Que te preenchem; mas não quis supor
Que te perdia nas mãos da sombra,
Porque te sentia todos as noites antes do sono me levar,
Aquele beijo imaginado, um suspiro vão…
A criança solta-se da inocência,
A essência de ser e a vontade de procura,
O sentido da caminhada e o percurso perdido
Em suposições, em areias movediças,
Que me aprisionam as lembranças, as vontades, os desejos…
Abro alas ao sonho que se pode ter…
01.09.05
sexta-feira, maio 04, 2007
FUMO
Sou do fumo dos corpos que ardem
Os estalidos virgens das articulações.
Nas vísceras multiplicam-se olhares vorazes,
Na indiferença de quem passa.
Sou do pó das cinzas que repousam
Os olhos cegos de poeira.
Sou do cigarro que se consome
Da célula infectada e do ventre proibido.
Sou do insecto
O bater de asas confunde-se
Com o ruído da solidão.
O fumo que sai negro.
Uma brasa que teima em não se apagar.
O último afago à terra
E a última poeira que me cai nos olhos.
É um adeus que se esfuma.
24.01.06
quarta-feira, abril 25, 2007
A encenação da ironia
Que o sangue que derramo a cada pancada
Mais não é que água da chuva que transborda.
Podia despistar o arregalar de olhos
Pelos labirintos que se percorre nos pesadelos
Para fugir às garras da criatura que nos persegue a todo o custo.
Podia até desaparecer por entre o nevoeiro,
Traiçoeiro no seu jogo de múmias ressuscitadas
E talvez conseguisse envolver-me nas suas peles.
Podia fazer-vos acreditar que deixara de ser quem fora,
Que o templo fechara e o ancião não mais nele mora,
Com a vossa superficialidade de tocar, a facilidade consumada,
Pobres olhos arregalados de espanto, quais espantalhos reformados,
Que os corvos percebem que mais não são do que palha podre.
Podia ser tudo e nada ao mesmo tempo. Podia ter o céu como tapete
E o vento como servo delicado que me eleva a cada momento.
Neste poema sou eu quem manda, quem tem o poder de escolher
Que palavras vos atiro à cara e quais as que guardo para os outros.
Como podeis ser tão fundos de miséria que até a deus insultais pelo que sois.
E não adianta o fingimento, o jogo de disfarces múltiplos, para um público sem olhos.
Podia fingir que durmo. Que sou parvo, estúpido e toda a miudeza que para vós sou.
Podia fingir que haveis cortado os dedos. Aqueles que me apontavam o crime.
Mas este é o meu mundo e nele vós sois o reflexo do que escondeis por dentro.
Arregalai os olhos de pavor. Hoje presenteio-vos com a dor.
A minha multiplicada pela vossa mais a de Cristo que ironicamente morreu por vós.
15.01.06
quarta-feira, abril 18, 2007
III.
quinta-feira, março 22, 2007
terça-feira, março 13, 2007
II.
terça-feira, março 06, 2007
I.
Os traços despegam-se dos meus dedos como as peles, esfolam-se sem pedir, deixam-me os músculos, os tendões, os capilares e tudo o mais à vista… mas que fato este de cores viscerais, cores da moda, fashion victim, que porra de carrossel que me enjoa. Um traço de água, jorra uma fonte da íris, a pureza cristalina de um dia de sol que amanhece, o cântico sublime das nuvens. Acústico. Dedilhar de mensagens que o vento transporta pelo meridiano que divide o pântano em dois. É por aí que começa o traço fino de água que depois dá origem ao arco da ponte e à cabeça e à fonte que jorra pela íris. A cabeça flutua, virgem, dando gargalhadas profundas de infortúnio e de lama. Esvoaçam sem mácula os corpos, sedentos de chá, frio a esta altura, é que deram a volta ao mundo num carrossel de espelhos, a música de fundo as cantigas de parabéns e as vozinhas fracas de criancinhas inocentes. Estilhaçou-se por dentro, esvaiu-se em sumo de maçã e derramou-se pelo chão, suturada a ferida dos olhos e a unha encravada num sinal de vermelho. Coça-se atrás das orelhas, fixa-se sem pensar que a cabeça a boiar no restolhar de penas e de anfíbios pernetas às bicadas de pássaros com as vísceras já sem nada. Reconheceu-se no sedimento, o ocaso dos olhos, eles também se escondem quando se envergonham ou se temem. Foi do estilhaçar, da água verde que jorrava da íris. Não mais o ocultava, a criatura de lodo, de nenúfares ponteados e de constelações interligadas por capilares que o povoavam de figuras aniversariantes e que berravam a todo o custo a mesma cantiga. Contemplava-as enquanto passavam uma, duas, três, quatro e mais não sei quantas vezes no carrossel ao som daquela cantiga de parabéns a você, que porra se ninguém fazia anos… ou faria e eu não me recordava, porque a cabeça a afundar-se no lodo com o peso das rãs. Verde que jorrava da íris e o esgoto a sumir-se no espirro. Que deus te abafe, para sempre. Já nesta altura se suspeitava que a morte se banha nas águas do pântano e se veste de peles que esfolavam, tal como as gaivotas fazem os ninhos de restos de vísceras dos corpos que saltam das pontes sem protecções laterais. Imaginar-me um ninho de gaivotas. Um ovo a eclodir junto ao coração inerte e no momento da eclosão um batimento. O sangue a jorrar, verde de inocuidade, numa encosta de espelhos refractários. Estilhaçar-me todo nesse momento, esvair-me em verdura e ser prado de pastagens banhado por um pântano de águas turvas. Ser o lodo das margens e vigiar a morte no seu banho. A cabeça a boiar, silenciosa, a morte não tem olhos, mas tem outras formas de ver. Foi nessa altura que se começou a dizer que é ela o ingrediente mais importante do perfume da noite. Está por provar. Melhor dizendo, por cheirar. O rádio não sintonizava na emissora habitual, na catarse onde os ritmos eram um espectro grotesco numa qualquer dança sensual, numa terrina de lodo donde salpicavam olhos de insecto mais ou menos intermédio nem acima nem abaixo algures no âmago de um estado por findar. Abreviando, num meio-termo. Era o rádio que não sintonizava, apesar das imagens serem recorrentes, legendadas por poros, sentiam-se as estalagmites que perfuravam a pele, ócio venenoso do toque. Parecia que explodia em quasar, um branco leitoso sobre o ventre delineando um percurso promíscuo, um poço sem fundo, de cabeça, os lábios a boiar, os olhos suspensos no reflexo da própria miragem… preciso de afogar as mágoas, é com os olhos, depois com os lábios, depois a pele e tudo o que está pegado aos ossos, despir-me de tudo de tudo de tudo de tudo de tudo se tudo o que me veste é pó e cinzas e um amontoado de vísceras inanimadas. A pedra fria, aquele perfume que ao dançar se espalha pelo orvalho, a imagem de uma teia salpicada pelas gotas de suor de um qualquer ser suspenso pelos cabelos, estende-me os dedos ténues e iça-me pelos pulmões. Um cultivo de pássaros desasados, de pernas ao alto. Pudesse eu flutuar e…
Matar
Sangrar
Cortar
Exclamar em pedaços inertes
Coexistir
Rasgar
Perfurar
Erguer cada peça de membro
Desmontar
Engelhar
Ranger
Esticar a pele até os olhos saltarem
Escolher
Enumerar
Pontuar
Escrever a sangue cada vontade de…
Raios
Merda
Foda-se
E o resto que
Não cabe.
Estupor
Estupor
Estupor
Mil e uma vezes estupor!
Saca da arma e dispara
Se te falta a coragem
A lama que te jorra da íris
De espanto
Enquanto a cabeça flutua
No sangue
Hemácias
Leucócitos
Plaquetas
E risos
De escárnio
De veias rotas
De dedos cortados que apontam o norte
O crime
O coágulo
O ponto crucial onde tudo remonta ao passado
O barco encalhado na arteríola perto
Perto
Perto
Perto
Jaz perto o arco da ponte
Sem protecção
Sem nada que te sustente os pés
A unha que enterra na carne
Com medo
Medo
MEDO
Que o perfume se dissolva na noite
Sem que te chegue ás narinas
Entupidas por sangue coalhado
Jamais jorrará
A fonte
Seca
Só rãs
E pernas
E assombros
E espectros
E ninhos
E rádios por sintonizar
Reticências
Parágrafo
Uma linha em branco
Porque já nessa altura
Nessa mesma altura
Se espalhava o rumor de que a morte
Também gosta de perninhas de frango na canja.
Conseguisse eu derramar aquela lágrima coalhada, aquela mesma que me impede de ver com olhos de ver até à raíz da questão. Pulo da corda bamba e esfaqueio cada pedaço de tempo. A morte contada aos segundos. Mais preciso não consigo ser porque a música embala-me a alma enquanto expiro saudades. Marco o compasso a cada espernear, e o insecto pousa num momento em pausa dissimulada; ouvi dizer que se trata da água da chuva… ou será apenas a terrível dor da perda em convulsão? Deixo a resposta a quem de direito deve responder. Se o houver! Se o dispuser! Se o souber interpretar em hieróglifos desenhados a língua bífida.
sexta-feira, março 02, 2007
On some gentle dawn
01.03.2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
I'm your lover, I'm your zero
Anularam-me.
Colocaram-me à esquerda, como um zero.
Uma presença assinalada. De caco.
Tal a apatia que se estala por dentro.
Anularam-me.
Colocaram-me ao frio, sem vestes.
Uma criatura assassinada. Morta.
Dedos que apontam como punhais.
Nulo. Percorro mãos.
O refúgio pantanoso da escuridão recebe-me, em pranto.
O mar. Nulo na sua revolta.
E o crepúsculo em pausa para que me reveja.
Só o vislumbre é de jade,
Nem o canto perdura para lá do muro.
A alma revolve-se, em tormento…
Eu e somente eu, entregue ao pudor,
Madrugada de nulidade.
O crepúsculo permanece pausado.
Para que me revele. E só então se anula. Na tangente horizonte.
Anseio a noite. Com ela a madrugada. A nulidade de mim em mim,
De nós em nós, deles em nós, deles em mim…
Como se a terra fosse um mar imenso. E água me afogasse.
Colocaram-me à esquerda.
A direita é para o filho.
É aqui que me anulo. Na sombra dele. Na pausa do silêncio.
Percorro mãos e aponto punhais.
Com a bênção da madrugada.
Sou nulidade. Na revelação da espera.
10.03.06
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
On my way down
Sou o rio de sangue que te banha as margens virgens,
Aquele líquido de cor forte que se atenua com o tempo.
Um arco-íris de olhos perfaz um arco labial,
Sobre um tal rio celular cuja biologia oculta mistério.
A queda de água, o sangue que jorra audácia,
Uma matriz de lodo que prende os sedimentos de uma vida.
Sou o rio de sangue, cujo caudal celular oculta augúrio,
Diz-se nas margens que os seus afluentes são as veias e as artérias
Daqueles cujos corações se esgotaram por tanto bater,
Um batimento sem eco, sem resposta do outro lado do vidro baço
Que os enevoa na solidão… sou o rio de sangue que te acompanha
Numa marcha sem nexo, sem brado, sem música de fundo.
O banho madrugador, uma enchente de corpo e horror,
O momento em que paro a corrente, para que te diluas no sangue
E me concedas a graça de te envolver, de te animar no mais pequeno poro de vida.
Sou o rio de sangue que se desfez numa recordação póstuma
Como a força que me impele a escrever. Uma escrita de sangue seco,
Numa crosta de papel ressequido que arde sem compaixão.
Sou o rio de sangue que te banha as margens virgens,
Onde as flores morrem com o veneno que te vou devolvendo.
08.02.06
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Happy Fucking Valentine's
Dew drops dawn inside my heart, when soulmates swear they’ll never be apart, perfectly protected under the moonlight, of my lonesome night, and bruised with stars and nightmare scars, of an ancient time, when angles came to earth to bless every kind of peaceful touch… and we didn’t feel it… we were too young to believe that love would be written in our destiny… Raindrops fill my empty heart, when soulmates challenge the dark, protected by the angels that took you up to the sky, where you’re the star that lights the scar of an unforgiving love… we were so old to make it true… and I was so hollow to trust in you… But the end is too far from our shelter, stormy nights won’t leave us fright, we’ll reach the sky to steal the heavenly light that will lead us though the night, and when the sun rises I’ll kiss you, and when the sun sets I’ll kill you, and you’ll feel the presence of her halo upon us… the blessed queen of an ancient time, when I was the murder and she was my perfect crime… my perfect crime… my perfect crime…
23.07.04